sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Feitiço da Noite - Parte 1

Feitiço da Noite - Parte 1

Aviso: Esse á a primeira parte da one-shot ''Feitiço da Noite''. Espero que gostem.Beijos e até o próxima! **
 Trilha Sonora:What You Want - Evanescence


    Quando sair da escola já estava escuro, as ruas estavam desertas e o ar gelado, comecei a andar mais rápido, nessa semana senti que alguém me observava e isso não era nada reconfortante. Virei a esquina da minha casa, as luzes dos postes estava piscando e de repente se apagaram deixando a rua totalmente escura, cheguei na porta de minha casa e só ai que lembrei que não estava com minhas chaves, toquei a campainha, mas ninguém atendeu, olhei pela janela e estava tudo escuro, voltei para porta e para minha surpresa estava aberta.Entrei em casa que estava em total silêncio, deixei a mochila de lado e fui ligar as luzes, mas não acenderam devia ter acabado a energia.Ouvi alguns ruídos vindo da cozinha, não sei o porque mas meu corpo se arrepiou e eu suei frio, estava assustado algo dentro de mim me dizia que algo estava errado.Suspirei.
    Putz eu sou um garoto de 17 anos, não ía ficar com medo igual á uma criança, pensei.Fui em direção aos ruídos, quando já estava chegando na porta da cozinha parecia que eu tinha pisado em algo molhado, o ar subitamente ficou mais frio e pude sentir um cheiro forte, mas não soube identificar os ruídos ficaram mais altos, tomei coragem e entrei na cozinha a única coisa que pude ver claramente foi um par de olhos rubros e assassinos, a luz fraca da Lua passava pela janela e vi, que o dono daquelas olhos rubros estava com a boca ensanguentada e logo aos seus pés jaziam os corpos de meu pai e de minha mãe ambos com o pescoço ensanguentados e olhos vidrados...Olhei para a criatura na minha frente que droga ele era?O que ele tinha feito com meus pais?Senti uma raiva imensa dentro de mim, e ao mesmo tempo um medo indecifrável, eu queria soca-lo, espanca-lo, mas ao mesmo tempo queria fugir dali algo me dizia que se não corresse ia morrer ali mesmo. Antes que eu pudesse fazer algo senti uma dor no preito alucinante, ELE tinha me acertado me fazendo voar e cair em cima da mesa de vidro que se estilhaçou, senti o sangue descer pela minha cabeça e minha visão ficar turva, meu corpo todo doía.Percebi que ele se aproximava, tentei me levantar mais foi em vão, ele segurou meu pescoço e me jogou contra parede, esboçava um sorriso assustador e um olhar selvagem, meu sangue ''congelou'' ele se aproximou de mim e me levantou pela gola da camisa, se aproximando do meu pescoço tentei resistir mas não tinha forças ele era muito forte, suas presas cravaram em meu pescoço.Momentos depois as presas foram tiradas do meu pescoço e eu fui solto, ouvi um alto estrondo seguido de um silêncio mortal.Tentei me levantar do chão mas só consegui me sentar encostando-me na parede, meu corpo já não tinha força para se mover e meus olhos pesavam.Ouvi suaves passos em minha direção, logo o medo me invadiu, com muita concentração me foquei no dono dos passos, não era mais ele e sim ela com os mesmo olhos vermelhos ela caminhou calmamente até mim e se agachou na minha frente me olhando nos olhos, passou de leve sua mão gélida sobre o meu rosto o que me causou um arrepio.
— Você quer viver? — perguntou sua voz era baixa e intensa. Não entendi o porque da pergunta, não era óbvio e não sei o porque de eu responder.
— Sim — sussurrei com dificuldade.
— Você perdeu muito sangue e parece que quebrou o pulso e tem várias escoriações.Se continuar assim vai morrer — disse ela, dando uma pausa — Quer que eu te salve?
— Sim... — sussurrei outra vez, parece que quando aqueles olhos me fitavam uma calma me invadia apaziguando a dor.
— Em troca de meu poder você se tornará meu vassalo, obedecerá somente á mim, serei sua mestra e detentora aceita esse contrato? — perguntou. Eu assenti, meus olhos se fechando.Então ela segurou meu rosto com as duas mãos, pude senti a frieza de sua pele e o seu cheiro que não era doce, nem cítrico e sim inebriante, se aproximou cada vez mais e tocou seus lábios nos meus, senti um liquido invadir minha boca, era quente com um leve sabor adocicado, e meus olhos se fecharam por completo.
     Quando abri os olhos estava deitado em uma cama, os raios de Sol iluminava o quarto, observei mais, os lençóis eram brancos e de seda, era decorado com moveis e aparelhos caros e modernos, me sentei só ai que senti meu corpo dolorido, olhei e estava com alguns curativos.Continuei a observar o lugar até que me foquei em um imagem, sentada na beirada de uma grande janela, vestia um vestido preto curto de alças finas, estava descalça com seu cabelos castanhos caindo em cascada nas suas costas aquela imagem era linda, ela desviou o rosto do horizonte e me olhou, sim agora eu me lembro aqueles olhos rubros, em um piscar de olhos ela estava na minha frente.
— Finalmente acordou — disse ela.Eu enrijeci, por um momento tinha esquecido que ela era um...Vampiro? — Diga o seu nome. Pelo olhar dela achei melhor responder.
— Castiel.
— Bom dia Castiel — falou, tinha um sorriso de canto, que juraria que era irônico como se lembrasse de uma piada interna.
— O que aconteceu? — perguntei. O sorriso desapareceu.
— Salvei sua vida agora você é meu vassalo — disse direta.
— E meus pais?E o outro vampiro — perguntei frenético.
— Seus pais morreram e ele fugiu — respondeu sem emoção. Vi flashes da noite anterior.Meus pais sem vida, o vampiro assassino...Ela. Lágrimas começaram a descer pelo meu rosto, aquele maldito vai pagar pelo que fez.
— Vou me vingar!Vou mata-lo! — falei explodindo em raiva.
— Você quer mesmo vingança? — perguntou. Olhei para ela transtornado.
— O que você acha?! — gritei
— Fale baixo — disse ela e logo meu tom abaixou, não porque eu quis e sim porque fui forçado, eu estava obedecendo-a? Não acredito se tem algo que não suporto é receber ordens ainda mais dessa... — Entenda vingança não vai trazer seus pais de volta, ela pode lhe trazer mais dor. Além de que um humano derrotar um vampiro é quase impossível.
— Ele vai ter que pagar por tudo isso... — falei.
— Você que deve escolher, mas lembre-se que tem um contrato comigo — disse ela.
— Como?
— Isso mesmo agora você me pertence. Salvei sua vida e agora ela é minha.Olhe no seu pulso e verá — falou em tom autoritário.Obedeci involuntariamente é claro, lá estava um tetragrama desenhando como seu fosse uma pequena tatuagem.Eu estava perplexo com aquelas palavras ditas tão casualmente, que por um momento as lágrimas pararam e eu a encarei.
— Tudo bem, se preciso me submeter a isso para ter minha vingança é o que farei, me ajude a encontra-lo e eu farei qualquer coisa — falei firmemente, limpando qualquer resquício de tristeza ou insegurança, tinha tanta raiva e dor no meu peito que parecia que ia explodir.
— Muito bem te ajudarei meu querido vassalo — disse ela, mostrando as presas.Engoli em seco e assenti — Agora coma e descanse a noite iremos a caçada.
— Qual é seu nome? — perguntei.
— Pode me chamar de Elle, Elle Rozenveld. A mesma pegou um bandeja cheia de comida e me entregou, saindo em seguida do quarto.Deixei a bandeja de lado e me encostei na cabeceira da cama com a certeza de que nunca mais teria minha vida de volta.

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